Monday, 21 November 2016

Coluna semanal do Luís Crespo ("Leocardo) no jornal "Hoje Macau", dirigido por Carlos Morais José

Anónimo? Não Leocardo!
"O que tenho visto de quem encontro na liça argumentativa e imediatamente se recolhe à defesa é a acusação, ou insinuação, de que “cometi ataques pessoais a cobro do anonimato”. Em primeiro lugar, se aquilo que entendeis por “ataques” é aquela chuva que mando para cima da parada da mentira, preconceito, fraude e cabotinismo que teimais em desfilar sem pudor, obrigado, e hoje são mais do que no tempo em que permanecia “a cobro a anonimato”. Podem crer que enquanto andar por cá e não me faltar arte, o meu Boletim Meteorológico vai anunciar sempre um temporal. A própria oração pronunciada em tom acusatório, denotando também um elevado grau de desespero, peca por ser completamente falsa: não sou nem nunca fui anónimo (...)
"PS: Como deve ser do conhecimento geral, participei na semana passada de uma tertúlia consagrada ao tema “Fórum Macau: Quo Vadis”, levada a cabo por um media da concorrência. Queria agradecer aos meus companheiros do painel, e colegas de blogosfera, Pedro Coimbra e Arnaldo Gonçalves (1), por se terem aprestado a conferir substância ao debate, recorrendo para tal aos seus conhecimentos técnicos. Sobretudo obrigado por não me terem deixado ficar ali sozinho a dizer disparates. Bem hajam!
by Luís Crespo, a.k.a. "Leocardo" in "Hoje Macau" de 17 de Novembro de 2016
by Luís Crespo a.k.a. "Leocardo" in Bairro do Oriente


 (1) 


"O que tenho a dizer desta dissertação bloguística composta por 19 linhas num único parágrafo, contendo 247 palavras que por sua vez contêm 1287 letras é o seguinte: um nojo, uma vergonha, um insulto à inteligência de quem lê e um ultraje à pessoa de que o autor fala, que pelo pouco que sei, sempre o tratou com deferência e educação. Muito triste (...)"

"Para o Arnaldo Gonçalves, profícuo analista e muito senhor do seu nariz, aquilo "até já chateia" (...) Mas isto é o que sabemos, e não chega sequer para uma curta-metragem, quanto mais para uma "novela", como sugere Arnaldo Gonçalves, que sabe muito mais que nós. Ui e tanta coisa que ele sabe, ui ui. É um sabão, o senhor. Aquilo, pá, tão a ver, não é...é assim, "prontos", era um plano diabólico, pá. Uma "operação de marketing", meus, "muito bem planeada, gizada ao milímetro", toparam a cena? (...)"

"Aliás, a única razão porque este mundo está como está é por ainda ninguém se ter lembrado de fazer do Arnaldo Gonçalves senhor supremo e indisputado do Universo. São todos uns parvos. Menos o Arnaldo Gonçalves, claro (...)"

"É isso mesmo que o Arnaldo Gonçalves me está a dizer com esta tirada ridícula onde diz tudo e ao mesmo tempo não diz nada: ele sabe o que mais ninguém sabe, mas não concretiza porque ninguém tem o nível para entender estes mistérios mais cabeludos que os mistérios do arco-da-velha (...)"

"Neste caso penso que o Arnaldo Gonçalves foi infeliz, mas de um modo geral não éinfeliz. E o que vai ele pensar disto, quando os eunucos do palácio forem contar-lhe, esperançosos de o verem a entrar a voar pela minha janela e a desintegrar-me com os raios gama que dispara dos olhos? Nada. Já passaram dois meses não foi? Ele já se esqueceu, e a simples menção do nome "Sautedé" vai deixá-lo baralhado, a pensar em voz alta "esse nome não me é estranho", enquanto aperta a cabeça e cerra os olhos com força - aqui o "Sautedé" produz nele o mesmo efeito que a cryptonite produz no Super-Homem. E além disso o homem tem coisas mais importantes em que pensar, pá. Julgam que é fácil andar por aí todos os dias a resolver os mistérios que a humanidade tem a mania de deixar aí para o Arnaldo Gonçalves resolver?"

by Luís Crespo a.k.a. "Leocardo" in Bairro do Oriente